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3 amigos, 1 cinema: Meu Malvado Favorito 2 – Agora mais favorito

Ontem comentava com uma amiga da saudade que sinto do tempo em que os filmes – roubando o termo usado por outra amiga – “me queimavam viva”. Entendem? Os filmes de drama e suspense me perturbavam mais, os romances me exasperavam, as animações eram mais bonitas, mais… Sei lá, mais alguma coisa que se perdeu por aí entre os rolos de filme.

Acabo de chegar do cinema e sinto-me docemente surpreendida novamente, pelo menos no quesito animação: Meu Malvado Favorito 2 encanta e diverte em níveis bem próximos do ótimo. Aproveito o filme para iniciar uma ideia que há tempos vem rolando em minha cabeça, em meados do início do ano: quando morei em cidade pequena próxima à minha, cumprindo estágio da faculdade, enlacei-me (espero que para sempre) em dois grandes amigos – Pedro e Allan – e juntos, construímos uma junta cinematográfica que sempre quis ter com alguém. Desde então, vemos pelo menos 1 filme por semana, quase que religiosamente, em casa ou no cinema. Meu programa favorito com amigos favoritos e Malvado favorito abrem o que chamo agora no blog de “3 amigos, 1 cinema” – um espacinho para contar sobre essa rotina dos “mizos”. (Pode ser mais brega? Pode, porque sou eu e eu sempre vou além em todos os quesitos de breguice.)

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De Chris Renaud e Pierre Coffi, a animação* da Paramount que dá continuação à história de Gru e suas 3 adoráveis filhas conseguiu a tão rara vitória de superar o primeiro filme. Agora com mais Minions – pequenos seres amarelos fofos e de linguagem estranha que garantem boas risadas – o filme reúne várias tramas: a volta de Gru ao mundo do crime agora do lado do bem, sua tentativa de desvendar um mistério por detrás do sumiço de uma poderosa fórmula de criar monstros, o aparecimento do novo vilão El Macho, a  vida de um pai e a paixão que arrebata seu coração e o de sua filha Margo, culminando todas no mesmo ponto: amor.

Uma história para animar crianças e adultos, aplaudida ao final (aqui e na França*). E com razão.

Vale o 3D, o ingresso e a pipoca.

Divirtam-se!

*clique para saber mais

 

Sobre o Autor:

Letícia Letícia é uma não-escritora e leitora de fundo de quintal. Permitiu-se voar até no nome: Letícia Liberty Libertad. Liberlety.

O mundo secreto de Arrietty

Estreou nos EUA, em 17 de fevereiro desse ano pela Disney, a nova animação do Studio Ghibli, “The Secret World of Arrietty” (“O mundo secreto de Arriety”, em tradução literal para o Brasil), lançada em 2010 no Japão.

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Hayao Miyazaki

As animações sempre foram muito conhecidas pelos estúdios que as dirigem – Disney, Pixar, Ghibli. Raramente sabemos os nomes das pessoas por detrás delas, quem as pensou, escreveu, dirigiu e sim! Desenhos precisam de toda essa gente. Tome por exemplo uma das mais clássicas animações, O Rei Leão. Sabe o nome de quem a dirigiu? Não? Nem eu.

Sendo contrário a isso, um nome é lembrado e aclamado por muitos como o diretor das mais belas animações japonesas: Hayao Miyazaki, um dos fundadores do Studio Ghibli, nascido em 5 de janeiro de 1941, internacionalmente conhecido a partir do filme “Princesa Mononoke”, vencedor do Oscar de melhor animação em 2003 por “A viagem de Chihiro.”

Hayao tomando um chá de histórias

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And the Oscar goes to…

Amanha é dia de Academy Awards, o famoso Oscar, prêmio entregue anualmente pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aos melhores do cinema mundial, os que mais se destacaram diante das telas: atores e atrizes, principais e coadjuvantes; e por detrás delas: diretores, editores de som, fotografia, maquiagem e outros.

É fato que, de uma forma ou de outra, o Oscar atinge diversos tipos de comentários, seja das críticas detentoras dos palpites e apostas baseadas em técnica, até as revistas de moda que comentam os vestidos mais bonitos (e outros nem tanto assim) que desfilaram pelo mais aclamado dos tapetes vermelhos.

Desde 1929 até os dias atuais, a entrega do prêmio gera murmurinho entre congratulações, surpresas e decepções. Para 2012, o favoritismo está nas mãos de O Artista (The Artist), indicado a 10 estatuetas, dentre elas a mais cobiçada: Melhor Filme. O francês Jean Dujardin estrela a obra que apostou no saudosismo do preto e branco mudo, ou quase mudo, que já recebeu três Globos de Ouro e conta a história de um ator de cinema (inception?), participando de muitas aventuras ao lado de seu cão Terrier. Saudosismo, romance e cães, uma combinação perfeita e um desafio – levando-se em conta a alta tecnologia com que hoje trabalham os filmes – que caíram no gosto do público.

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