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3 amigos, 1 cinema: O Homem de aço – Remissão de 30 anos ruins… Mas nem tanto.

Na sexta-feira, partimos ao Ibicinemas de Montes Claros em busca de O Homem de Aço – 3D. Fiquei feliz de não ter criado muita expectativa a respeito do filme. Não crie você também.

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É certo que finalmente o Super-Homem foi vingado por 30 anos de maus tratos na telona – e também um pouco na TV, com aquela série Smalville que era simplesmente pavorosa. Seguindo a linha humanista que tanto me fez amar o Batman de Christopher Nolan (que por coincidência – ou não – é um dos produtores de Homem de Aço), o filme de Zack Snyder* mostra um kriptoniano de uma visão que antes não considerávamos, precisando esconder seus poderes pelo “bem” da humanidade e para sua própria segurança. Bem, vocês podem imaginar como deve ser ser provocado à exaustão, saber que com um soco você jogava o sujeito longe, mas precisar se segurar (fora outras coisas ainda mais tristes que você verá caso escolha se dedicar ao filme). Além disso, sua origem é pouco mais explicada, tanto em Kripton – mostrando um pai herói deliciosamente interpretado por Russel Crowe (que inclusive já avisou que podem contar com ele em um prelúdio*) e a devastação do planeta (as cenas de Kripton são, de longe, as melhores) – quanto no Kansas, através da convivência com os pais adotivos e a luta deles para que ele não sofresse retaliações por ser quem é.

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Mãe e filho batendo um papinho familiar.

Apesar das referências sutis à HQ muito bem notadas por meu amigo Doug, o filme muda muito de sua história, tornando o roteiro um tanto quanto… Esquisito. O vilão, ao meu ver, ainda não é dos melhores. Mas foi um bom começo. Talvez estejam mesmo apenas preparando o terreno para lançar ao mundo o jeitinho Henry Cavill de ser super-homem, que não me agradou assim demais, mas olha: no quesito beleza está de parabéns. E o novo uniforme lhe caiu muito bem, foi sobre medida será?

Esperem os exageros comuns que tem todos os filmes de herois e se pretendem dar chances à continuação (eu dei ao Batman e não me arrependi, então você tem minha atenção, Super Man) e sonhar com o filme da Liga da Justiça, se joguem.

3 estrelinhas, vai… Vale o cinema.

Divirtam-se!

*clique para saber mais

Algumas críticas e elogios pessoais…

Local: Ibicinemas está de parabéns pela pontualidade. Seus frequentadores, no entanto, nem tanto aprovados no quesito higiene: a sala estava uma imundície de pipoca e canudinhos e latinhas de refrigerante. “Ai, para de ser chata” – paro não, desculpem. Quando você compra um ingresso para o cinema não está apenas pagando para olhar para a tela, mas pelo conjunto da obra que inclui um lugar confortável e limpo. Não custa jogar seu lixo fora, já que a limpeza da sala entre uma sessão e outra costuma ser bem difícil. Cidadania né, etc. e tal.

3D: Achei a profundidade do 3D do Ibicinemas um tantinho melhor que a do Cinemais, mas tive a impressão de que a tela tremia um pouco. Junta-se isso ao barulhinho do projetor que dá para ouvir no Ibi (que eu antes achava um charme, mas agora tem me incomodado um pouquinho), dá a impressão de que é baixa qualidade mesmo. Sei lá, posso estar errada. Mas minha cabeça doeu um pouquinho com isso. Alguém entende desse tipo de funcionamento e pode me explicar?

Sobre o Autor:

Letícia Letícia é uma não-escritora e leitora de fundo de quintal. Permitiu-se voar até no nome: Letícia Liberty. Liberlety.