Arquivo | julho 2013

3 amigos, 1 cinema: O Homem de aço – Remissão de 30 anos ruins… Mas nem tanto.

Na sexta-feira, partimos ao Ibicinemas de Montes Claros em busca de O Homem de Aço – 3D. Fiquei feliz de não ter criado muita expectativa a respeito do filme. Não crie você também.

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É certo que finalmente o Super-Homem foi vingado por 30 anos de maus tratos na telona – e também um pouco na TV, com aquela série Smalville que era simplesmente pavorosa. Seguindo a linha humanista que tanto me fez amar o Batman de Christopher Nolan (que por coincidência – ou não – é um dos produtores de Homem de Aço), o filme de Zack Snyder* mostra um kriptoniano de uma visão que antes não considerávamos, precisando esconder seus poderes pelo “bem” da humanidade e para sua própria segurança. Bem, vocês podem imaginar como deve ser ser provocado à exaustão, saber que com um soco você jogava o sujeito longe, mas precisar se segurar (fora outras coisas ainda mais tristes que você verá caso escolha se dedicar ao filme). Além disso, sua origem é pouco mais explicada, tanto em Kripton – mostrando um pai herói deliciosamente interpretado por Russel Crowe (que inclusive já avisou que podem contar com ele em um prelúdio*) e a devastação do planeta (as cenas de Kripton são, de longe, as melhores) – quanto no Kansas, através da convivência com os pais adotivos e a luta deles para que ele não sofresse retaliações por ser quem é.

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Mãe e filho batendo um papinho familiar.

Apesar das referências sutis à HQ muito bem notadas por meu amigo Doug, o filme muda muito de sua história, tornando o roteiro um tanto quanto… Esquisito. O vilão, ao meu ver, ainda não é dos melhores. Mas foi um bom começo. Talvez estejam mesmo apenas preparando o terreno para lançar ao mundo o jeitinho Henry Cavill de ser super-homem, que não me agradou assim demais, mas olha: no quesito beleza está de parabéns. E o novo uniforme lhe caiu muito bem, foi sobre medida será?

Esperem os exageros comuns que tem todos os filmes de herois e se pretendem dar chances à continuação (eu dei ao Batman e não me arrependi, então você tem minha atenção, Super Man) e sonhar com o filme da Liga da Justiça, se joguem.

3 estrelinhas, vai… Vale o cinema.

Divirtam-se!

*clique para saber mais

Algumas críticas e elogios pessoais…

Local: Ibicinemas está de parabéns pela pontualidade. Seus frequentadores, no entanto, nem tanto aprovados no quesito higiene: a sala estava uma imundície de pipoca e canudinhos e latinhas de refrigerante. “Ai, para de ser chata” – paro não, desculpem. Quando você compra um ingresso para o cinema não está apenas pagando para olhar para a tela, mas pelo conjunto da obra que inclui um lugar confortável e limpo. Não custa jogar seu lixo fora, já que a limpeza da sala entre uma sessão e outra costuma ser bem difícil. Cidadania né, etc. e tal.

3D: Achei a profundidade do 3D do Ibicinemas um tantinho melhor que a do Cinemais, mas tive a impressão de que a tela tremia um pouco. Junta-se isso ao barulhinho do projetor que dá para ouvir no Ibi (que eu antes achava um charme, mas agora tem me incomodado um pouquinho), dá a impressão de que é baixa qualidade mesmo. Sei lá, posso estar errada. Mas minha cabeça doeu um pouquinho com isso. Alguém entende desse tipo de funcionamento e pode me explicar?

Sobre o Autor:

Letícia Letícia é uma não-escritora e leitora de fundo de quintal. Permitiu-se voar até no nome: Letícia Liberty. Liberlety.
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3 amigos, 1 cinema: Meu Malvado Favorito 2 – Agora mais favorito

Ontem comentava com uma amiga da saudade que sinto do tempo em que os filmes – roubando o termo usado por outra amiga – “me queimavam viva”. Entendem? Os filmes de drama e suspense me perturbavam mais, os romances me exasperavam, as animações eram mais bonitas, mais… Sei lá, mais alguma coisa que se perdeu por aí entre os rolos de filme.

Acabo de chegar do cinema e sinto-me docemente surpreendida novamente, pelo menos no quesito animação: Meu Malvado Favorito 2 encanta e diverte em níveis bem próximos do ótimo. Aproveito o filme para iniciar uma ideia que há tempos vem rolando em minha cabeça, em meados do início do ano: quando morei em cidade pequena próxima à minha, cumprindo estágio da faculdade, enlacei-me (espero que para sempre) em dois grandes amigos – Pedro e Allan – e juntos, construímos uma junta cinematográfica que sempre quis ter com alguém. Desde então, vemos pelo menos 1 filme por semana, quase que religiosamente, em casa ou no cinema. Meu programa favorito com amigos favoritos e Malvado favorito abrem o que chamo agora no blog de “3 amigos, 1 cinema” – um espacinho para contar sobre essa rotina dos “mizos”. (Pode ser mais brega? Pode, porque sou eu e eu sempre vou além em todos os quesitos de breguice.)

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De Chris Renaud e Pierre Coffi, a animação* da Paramount que dá continuação à história de Gru e suas 3 adoráveis filhas conseguiu a tão rara vitória de superar o primeiro filme. Agora com mais Minions – pequenos seres amarelos fofos e de linguagem estranha que garantem boas risadas – o filme reúne várias tramas: a volta de Gru ao mundo do crime agora do lado do bem, sua tentativa de desvendar um mistério por detrás do sumiço de uma poderosa fórmula de criar monstros, o aparecimento do novo vilão El Macho, a  vida de um pai e a paixão que arrebata seu coração e o de sua filha Margo, culminando todas no mesmo ponto: amor.

Uma história para animar crianças e adultos, aplaudida ao final (aqui e na França*). E com razão.

Vale o 3D, o ingresso e a pipoca.

Divirtam-se!

*clique para saber mais

 

Sobre o Autor:

Letícia Letícia é uma não-escritora e leitora de fundo de quintal. Permitiu-se voar até no nome: Letícia Liberty Libertad. Liberlety.