Arquivo | novembro 2012

Desabafo: – A Culpa É Das Estrelas –

NÃO É UMA RESENHA, APENAS UM DESABAFO (BEM SENTIMENTAL..)

Começarei sendo sincero. Não consigo fazer uma resenha digna para o livro A CULPA É DAS ESTRELAS. Não… não adianta. Digo isso por que já tentei. Foram várias tentativas, todas frustrantes e horríveis. O livro escrito pelo escritor americano John Green, e lançado no Brasil pela – excelente – Editora Intrínseca é uma obra prima. Já li outro livro do mesmo autor que aqui recebeu  o título de ”Quem é você, Alasca?”. Confesso que “Quem é você, Alasca?” não me traz boas lembranças… mas não é de tudo ruim. Mas me deixou receoso com seu final e sim, o tempo todo da leitura de “A Culpa é das Estrelas” fiquei meio que preparado para um desfecho cheios de clichês. E me surpreendi… e me encantei.

As tags azuis são marcações da primeira leitura, já as tags amarelas são marcações da segunda leitura.

A resenha  ficou tão difícil de ser feita apesar de ter lido o livro duas vezes seguidas. Sim duas vezes. A primeira vez que li foi num período de 5 dias. E logo que terminei tive que me isolar emocionalmente para poder refletir sobre tudo aquilo que tinha “vivido” junto com a história (Sofro de constantes DPL’s). Tudo parecia tão próximo, tão real…  A narrativa se tornou algo concreto e digno de uma segunda leitura imediata. E sim, após alguns dias de reflexão mergulhei na releitura do livro. E essa durou quase dois meses… Engraçado isso, foi terrível terminar a segunda leitura do livro… apesar de saber como tudo se acaba me torturava adiando e voltando páginas para que pudesse ter mais de Hazel e Augustus perto de mim.

A história fala de Hazel Grace, um jovem que teve câncer na tireoide com mestástase nos pulmões e se apaixona por Augustus Waters, um jovem lindo que tem osteosarcoma. E tudo gira em torno da descoberta desse amor jovem e puro. Mas que reflete em uma lição de vida sincera e tenra.

Desculpe, leitores e seguidores desse blog… é impossível fazer uma resenha desse livro. Li diversas resenhas em outros blogs. Algumas muito boas, outras horríveis e poucas realmente excelentes… E a esses blogueiros que conseguiram essa difícil tarefa tenho que dizer: Invejo vocês por terem conseguido… inveja pura e até doentia! Queria poder fazer o que vocês fizeram. Queria muito!
Por isso resolvi só deixar um desabafo… um pequeno momento a ser registrado de que como esse livro tem sentimentos e  beleza e vivacidade ( cruel isso de ter vivacidade para um livro que se trata de adolescentes apaixonados que estão em fase terminal em decorrência de tumores cancerígenos, mas é a pura verdade! ). Só consigo dizer para lerem sem demora este livro. Tirei suas próprias conclusões… E sei que alguns podem dizer após terminarem que o livro não é tão bom, mas será difícil não concordar que em diversos momentos a história não mexeu em algo dentro do peito.

Ao escrever esse texto, peguei-me com a sensação insana de que devia ter registrado em fotos e até em vídeos alguns momentos de leituras. Eu ria, de rolar no chão… altas gargalhadas. Eu chorei intensamente… eu enraiveci , e até enrubesci ! Isso tudo nas duas vezes… A primeira leitura foi dinâmica, deliciosa e surpreendente. A segunda vez foi desgastante emocionalmente, mas muito intensa e delirantemente linda e foi nessa que amadureci em coisas pessoais, profissionais e até no meu olhar para minhas leituras do passado e espero que para leituras futuras. ( Muitos sentimentos conturbados ao mesmo tempo, eu sei… mas eu tenho vivido com isso há anos… hehehehehe!)

Hazel Grace e Augustus Waters se tornaram personagens preferidos para mim. Sinto que devo e preciso reler este livro mais vezes… pra você isso pode parecer loucura, mas para mim parece necessidade.

O.K.

“Eu entendo. ( Mas nós dois sabemos que o.k. é uma espressão bstante ‘paquerativa’. Ela está CARREGADA de sensualidade”
(p. 98)

Peço lhes perdão. A resenha desse livro talvez seja feita um dia por mim… mas não agora. Não mesmo. Agora preciso que essa história fique presa em mim… E sim, procure ler este livro, de verdade. Se não gostarem, respeitarei… mas se apaixonarem por ele, vem cá e lhes darei um abraço!
E como nossa personagem principal Hazel Grace diz em uma carta para seu escritor preferido Peter Van Houten, pego emprestado dela as palavras e repito o mesmo sobre John Green:

“E, é claro, se o senhor algum dia resolver escrever qualquer outra coisa, mesmo que não queira publicar eu adoraria ler. Para ser sincera, eu leria até a sua lista de compras de supermercado.” ( p. 70 )

Leiam essa história… e preparem chás de diversos sabores! Vai ser preciso.

Livro: A Culpa É Das Estrelas

Autor: John Green

Tradução: Renata Pettengill

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 283

Melhores Personagens: Hazel Grace e Augustus Waters… apaixonados e apaixonantes.

Por que tomar um chá lendo essa história: O livro é todo muito bem escrito, tem doçura, doses de humor bem colocadas, tragédia e muita sensibilidade ao retratar adolescentes em estado terminal na luta contra o câncer. Algo espetacular!

Avaliação:

 

 

 

Sobre o Resenhista:

Fabiano Fabiano Baloo é apaixonado por histórias. Ele é leonino, gosta de chocolates, pizza, coruja e a cor amarela . Adoraria ter se formado em Hogwarts.