Once

Texto originalmente postado no blog Batom e Cinta-Liga (clique para acessar)

Venho dar a vocês uma sugestão de filme que na verdade não tem nada de novo, mas é fascinante.

A primeira coisa que ouvi de Once foi a música principal, Falling Slowly, vencedora do Oscar 2008, na própria cerimônia que passa na TV. Jurei que iria vê-lo no dia seguinte, mas acabei procrastinando durante anos, como podem perceber. Chegou um momento em que a canção acabou ficando enjoativa de tanto ouvi-la (mas continuo achando linda) e perdi o interesse. Até que, anos depois, colocando o som em modo aleatório, ela reapareceu, me fazendo ir atrás do filme e me emocionar um bocado.
Ok, então deixando de enrolação: uma produção independente, cujos protagonistas são interpretados por Glen Hansard e Marketa Irglova (essas duas pessoas de quem você nunca ouviu falar, mas amará para sempre). Por isso, não é a primeira escolha de quem está adaptado ao glamour e efeitos especiais hollywoodianos – é simples, despretensioso e leve. Encantou-me do início ao fim.
Motivos pelos quais você pode gostar de Once:
  1. Realidade – O filme consegue falar de amor, encontros, sonhos e lutas sem se ater à síndrome de Julia Roberts de que *tudo é muito sofrido, mas de repente você dará uma sorte muito grande e ficará com o homem mais bonito do universo com quem nunca se esbarraria, e por sinal, ele é muito rico e vai te pedir em casamento* A realidade do acaso e das escolhas estão lá, por detrás de nossa torcida para que tudo dê certo logo.
  2. Os atores – Um casal encantador e, mais uma vez, real: Glen Hansard não é exatamente o ícone de beleza masculino e Marketa Irglova se veste como uma Maria mijona. E ainda assim, eles conseguem nossa empatia imediata, exatamente porque são gente como a gente – e possuem uma química muito fofa. Aliás, se apaixonaram após as filmagens PODE SER MAIS LINDO QUE ISSO?
  3. Música – O filme conta a história de dois músicos independentes, e portanto, se você gosta de música meio folk romântica, prepare-se para amar a trilha sonora: toda original e composta pelos próprios protagonistas (que também são músicos – YAY!). A parceria acabou fazendo nascer The Swell Season – dupla de folk rock (e indie) cantando as músicas do filme e criando muitas outras LINDÍSSIMAS.
  4. Simplicidade – Não há trama amorosa com brigas, traição, sangue e lágrimas; assassinato ou alguém prestes a morrer de câncer. É apenas a vida comum de duas pessoas com muitas afinidades e batalhas a vencer. E isso, aliado à doçura das canções e o fundo verde-mágico da Irlanda, dá um encanto especial.
Minha opinião: vale a pipoca, o refrigerante e uma companhia agradável – principalmente alguém que goste de violão, piano e amor.
A dica, além do filme, é que vocês ouçam depois todas as músicas de The Sweell Season. Mas escolhi deixar aqui Falling Slowly, melhor canção original de 2008 (batendo em outras consideradas favoritas), para que vocês já se habituem à harmonia das vozes e queiram ver imediatamente – não se esqueçam de virem me contar o que acharam!

Sobre o Autor:

Letícia Letícia é uma não-escritora e leitora de fundo de quintal. Permitiu-se voar até no nome: Letícia Liberty Libertad. Liberlety.
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